Que resposta dar aos novos desafios: ConnectLearning?
28 Feb 2010.   27307 visits
Authors
Ulf-Daniel Ehlers, Director of the European Foundation for Quality in E-Learning, University of Duisburg-Essen
Anne Steinert, Dipl.-Ökon., Fachhochschule für Oekonomie und Management FOM
As novas mais recentes parecem anunciar um novo mundo na aprendizagem, onde são a tecnologia e a Internet que interligam os estudantes. A crescente influência da www gera ciclos de conhecimento acelerados e aprendentes do novo milénio, supostos terem estilos de aprendizagem diferentes. Neste artigo não vamos, no entanto, abordar o jovem de hoje como se fosse um extra-terrestre que aprende de maneira completamente diferente: o jovem de hoje meramente incorpora novas formas de aceder à informação, de socializar, e portanto de proceder à aprendizagem.
Apesar de concordarmos que os cenários de aprendizagem vêem os seus contornos e a sua organização interna alterados por via das tecnologias, afirmar-se que está a emergir um novo conceito de aprendizagem é questionável. Por isso, este artigo representa uma tentativa de analisar se os incontestáveis novos desafios sociais estão a estimular a procura duma nova forma de aprendizagem e se as teorias existentes ainda se aplicam às realidades de aprendizagem dos nossos dias ou não. Para tal, passamos em revista mudanças sociais, analisamos o conceito de e-learning 2.0 e descrevemos como é que as teorias existentes incorporam a realidade da aprendizagem. Pusemos uma ênfase especial na análise da natureza de certos novos cenários, tais como um tipo específico de aprendizagem em rede (ConnectLearning), que se baseia no conectivismo e no construtivismo, e das abordagens de aprendizagem situacional.

Chegamos à conclusão que os cenários de aprendizagem têm de mudar, já que a fundamentação teórica para tal foi estabelecida e tem sido objecto de debate nestas duas últimas décadas. A aprendizagem em rede não abre caminho a um novo paradigma nem a um modelo fundamentalmente novo de aprendizagem, antes vem definir como é que um conceito consolidado (sustentado em ideias inovadoras e em pilares de teorias de aprendizagem existentes) pode ajudar a satisfazer a procura de “novos” cenários de aprendizagem que sejam auto-organizados, dirigidos ao aprendente, situacionais, emocionais, sociais e comunicativos.
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