Esta visão foi substituída no final do século XX pela ideia de centros de excelência, altamente especializados mas bastante redutores nas suas perspectivas do conhecimento. A ideia de civilização degenerou na da tecno-burocracia. Esta tendência viu-se reforçada por um modelo mercantil de universidade, que favorece os campos do conhecimento humano que dão lucro. Paralelamente são fomentadas as universidades empresariais, especialmente quando se podem aplicar novos modelos de e-learning e de m-learning.
Hoje existe a necessidade dum ensino virtual europeu comum e dum sistema de diplomas europeu comum. O conteúdo do espaço duma universidade europeia virtual consistiria num portal de acesso a programas e a cursos com base e de suporte internet, a pesquisa de informações, à colaboração e ao intercâmbio, a denominadores comuns, à apropriação e ao reconhecimento das habilitações. Os aspectos da qualidade incluem a transparência, o referenciamento, a estrutura meta-data, a avaliação colegial e dos utilizadores, a partilha de modelos e de boas práticas, um sistema de disponibilização e de descrição de ferramentas, e também as experiências dos utilizadores.
Até hoje a educação virtual na Europa situou-se sobretudo no plano nacional, e ainda não existe muita colaboração transnacional. Formaram-se consórcios nacionais entre centros especializados em vários países (França, Países Baixos, Finlândia, etc.), e existem também algumas universidades virtuais e iniciativas nacionais assentes em projectos. Têm-se vindo a desenvolver parcerias público-privadas, e existem novos fornecedores de conteúdos oriundos do mundo empresarial e do dos media. Questões como a garantia de qualidade, a certificação, e as alianças estratégicas internacionais são amplamente discutidas.
Na Finlândia, eis como evoluiu, no passado recente, a introdução no ensino superior dos métodos de e-learning:
Este artigo foi originalmente publicado na “e-Learning Conference 2005: Towards a Learning Society 2005”.
